O Museu Regional São Francisco viveu um dia especial nesta sexta-feira, 22 de maio, em alusão ao Dia Internacional dos Museus, celebrado no dia 18 de maio. Com acesso gratuito durante todo o dia, o espaço recebeu estudantes de escolas públicas e particulares de Canindé, além de visitantes que participaram de uma verdadeira viagem pela cultura, fé e história do povo canindeense.
A programação teve início às 9h, reunindo estudantes, educadores e demais visitantes no museu. Na ocasião, o vice-reitor do Santuário de São Francisco das Chagas de Canindé, Frei Ricardo Gomes, OFM, acolheu os presentes com uma mensagem de boas-vindas, destacando a importância do museu como espaço de preservação da memória e da identidade do povo.
Em seguida, o pesquisador canindeense Júlio César (Alemão) conduziu uma palestra sobre a história do Museu Regional São Francisco, apresentando fatos marcantes da trajetória do espaço, que há décadas preserva objetos, documentos e relatos importantes da história de Canindé e da devoção franciscana.
Durante o momento, Júlio César convidou também a canindeense Edneusa Ferreira Gomes para compartilhar suas memórias e histórias ligadas ao museu. Em sua participação, Edneusa falou sobre um instrumento musical pertencente ao seu pai, atualmente doado ao acervo do museu, além de recordar momentos da infância e fatos marcantes da história cultural e social de Canindé.
Confira os registros desse momento:







































Ao final da programação, os estudantes e demais visitantes puderam conhecer as alas do museu, explorando peças históricas, objetos sacros, fotografias e diversos elementos que ajudam a contar a história da cidade, do Santuário, dos romeiros e da fé do povo nordestino.
Mais do que guardar objetos antigos, os museus têm a missão de preservar a memória coletiva, valorizar a cultura e transmitir conhecimento às futuras gerações. São espaços de aprendizado, reflexão e descoberta, onde passado e presente se encontram para manter viva a identidade de um povo.
O Museu Regional São Francisco segue de portas abertas para acolher peregrinos, estudantes, pesquisadores e todos aqueles que desejam conhecer mais sobre a história, a cultura e a religiosidade de Canindé. A visitação é um convite para mergulhar nas raízes do povo canindeense e descobrir preciosidades que atravessam gerações.
Saiba mais…
A Criação e os Primeiros Anos
O desejo de registrar a história da fé e do cotidiano em Canindé começou a ganhar forma no início da década de 1970. Diante do imenso volume de expressões de fé que os romeiros deixavam na cidade, o então Vigário Frei Lucas Dolle percebeu que aquelas peças — muito além de promessas — carregavam um valor histórico e artístico profundo que merecia ser devidamente apreciado.
Em 1972, ele tomou a iniciativa de instalar um modesto museu na Praça Cruz Saldanha, ocupando o casarão que antes servira como a maternidade da cidade (espaço onde hoje funciona o Centro de Catequese). A inauguração oficial do novo museu ocorreu em 3 de agosto de 1973, abrindo as portas ao público com um acervo inicial de aproximadamente 3.000 peças.
A Importância Histórica e Cultural
O Museu Regional São Francisco atua como a grande âncora da identidade de Canindé. Ele funciona como um guardião da memória coletiva, preservando artefatos, costumes e tradições que narram as origens do município e da religiosidade sertaneja.
Ao cruzar suas salas, o visitante depara-se com a evolução litúrgica e social da região: desde os santos esculpidos no século XVII e missais em latim de 1920, até relíquias do cotidiano, como o telefone antigo do convento, a prensa de tipografia do Jornal do Santuário e o primeiro cofre da Basílica.
Além disso, o museu cumpre um papel pedagógico vital, servindo como uma extensão das salas de aula para educar as futuras gerações, gerando um forte senso de pertencimento e estimulando a criatividade local ao expor obras de grandes mestres da arte nordestina, como Bibi, Francildo e Lisboa.
O Impacto no Turismo
Além de seu valor espiritual e cultural, o museu consolidou-se como um dos motores socioeconômicos de Canindé.
Sendo a cidade o segundo maior destino de turismo religioso do Brasil, o Museu Regional São Francisco atrai um grande fluxo de visitantes e romeiros por ano.
“O museu é a âncora da identidade de uma cidade. Ele preserva a memória coletiva, educa as futuras gerações e conecta o passado ao futuro.”
Texto e Fotos: SerCom do Santuário.
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