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A fé e a esperança em meio a uma Pandemia

Revista O Santuário

No dia 27 de março, uma sexta-feira, o mundo todo se viu entrando em uma Pandemia, causada pelo novo coronavírus. Pandemia é a classificação dada a uma doença que pode chegar a contagiar todos os habitantes do mundo. As principais características de uma pandemia são: a) contágio rápido e fácil; b) expansão para diferentes países ou continentes; e c) dificuldade em conter as contaminações, principalmente a contaminação de um grande número de pessoas.
É o que estamos vendo. Um dos fatores que mais contribui para o crescimento do contágio é a facilidade de deslocamento das pessoas de um local para outro em um curto período de tempo, facilitando assim a transmissão da Covid-19 entre as pessoas. Além do mais, muitos não sabem que estão doentes, pois não apresentam sinais ou sintomas de infecção, ou deixam de cuidar da higiene pessoal, favorecendo a transmissão e a infecção de outras pessoas que têm contato com um assintomático.

Esta não é a primeira nem será a última pandemia a atingir o mundo. Já tivemos pandemias que marcaram a humanidade. Quem nunca ouviu falar da Peste Negra que assolou o Continente Europeu no século XIV, e que em 10 anos matou quase 200 milhões de pessoas? Até hoje, muitos temem em dizer Peste Bubônica, outro nome dado a essa pandemia que assolou o planeta.

E o que dizer da Gripe Espanhola, conhecida também como Gripe de 1918, que aconteceu de 1918 a 1920 e contagiou quase a metade da população mundial? E a Gripe Asiática, que abalou o Continente Asiático na década de 1950? E o Ebola, vírus que se espalhou por vários países da África? Entre 2014 a 2016, a pandemia matou mais de 10 mil pessoas, contaminando 30 mil durante esse período. Para não me estender mais, posso lembrar por último a AIDS ou SIDA, uma pandemia duradoura, que nunca se acabou e segue afligindo milhares de pessoas ao redor do planeta Terra.

Muitos fazem questionamentos sobre os desígnios de Deus a respeito dessa Pandemia e acham que Deus mandou o vírus para converter o povo; outros insistem que é um castigo divino; outros perguntam: onde está Deus nessa hora? E o que diz a Igreja Católica? A visão que a Igreja tem de Deus é a de que Jesus, que nos revelou um Deus-Pai, não quer a morte do pecador, mas que ele se converta e viva. Aos olhos da fé, podemos enxergar coerentemente tudo o que está acontecendo. Aos olhos da fé, devemos ver a ação de Deus em tudo. Ele está presente em tudo o que acontece.
Mas onde está Deus? Está nas vítimas do coronavírus, nos médicos, enfermeiros, nos agentes que atendem os mais pobres, nos que colaboram, nos cientistas que buscam vacinas para combater o vírus. Ele está nos coveiros que prestam serviços aos mortos dessa pandemia, nos que rezam e oram, e por fim, nos que creem na esperança.
Nesta Pandemia, obedeça às autoridades, permanecendo em casa, se puder. Ao sair, usar máscaras, lavar sempre as mãos e seguindo acreditando na esperança de que logo, logo estaremos livres desse vírus e fisicamente juntos novamente.

Frei Jonaldo Adelino de Souza, OFM
Pároco e Reitor do Santuário de
São Francisco das Chagas

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