Share on facebook
Share on telegram
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email

As criaturas, símbolos do amor divino

Seu amor por todas as criaturas, seu carinho pelos animais, pelas aves, por todos os elementos da natureza, fizeram dele o patrono da ecologia. Uma ecologia não teórica, mas de louvor, de respeito pela obra do Criador.

Ao lavar as mãos, Francisco o fazia de tal modo que não colocasse os pés sobre a água derramada. Caminhando sobre as pedras, fazia-o com amor e respeito. Ao irmão que ia cortar lenha, recomendava para deixar alguns ramos. Ao irmão hortelão pedia que não ocupasse todo o chão com plantas comestíveis, mas deixasse em pedaço para flores e plantas de cheiro. Francisco afirmava que toda criatura diz e clama: “Foi Deus que me criou por causa de ti, ó homem”. Acariciava e contemplava com afeto a todas criaturas. Todas existiam para lembrar ao homem de louvar o Criador.

Admirava o irmão Fogo: não gostava que apagassem lâmpada acesa, que se jogassem brasas pela janela, mas queria que fossem colocadas delicadamente no chão, por respeito Àquele que criou o fogo. O sol, a luz e o fogo eram admiradores acima de tudo.

Ensinou-nos há tantos séculos a tão moderna e terapêutica oração de louvor: ”De manhã, quando nasce o sol, todos devem louvar o Senhor por ter criado a luz, que nos ilumina na escuridão”.

Falava com as plantas, os animais, as aves, a natureza, os astros, o granizo, como se fossem pessoas e lhes falava de Deus. Muitas vezes, estas conversas terminavam em êxtase.

Tudo isso era simbólico: a partir de uma realidade material chegava a uma realidade espiritual. Assim, a água que purifica, lembrava a penitência que purifica; a solidez da rocha em que nos apoiamos, lembrava a força de Deus que é o nosso apoio; a beleza e a ternura de uma flor recém-aberta lembrava-lhe a ternura do coração divino.

Por tudo isso, o dia da festa de São Francisco é o dia da ecologia, do meio ambiente.

Fonte: São Francisco. O Poeta da criação. Autor:  Pe. José Artulino Besen. Editora: Mundo e Missão.